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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Curso de Qualificação


Estão abertas até o dia 25 de Setembro as pré-matrículas para os cursos de qualificação profissional do PRONATEC. Os cursos serão realizados na cidade de Ilhéus, Itabuna e no Campus do IFBA e possuem carga horária de 180 a 220 horas.
As pré-matrículas podem ser feitas nas secretarias de Assistência Social dos municípios no horário de funcionamento das mesmas. As vagas são limitadas. É necessário apresentar os seguintes documentos (cópia e original):
  • RG;
  • CPF;
  • Comprovante de residência;
  • NIS/PIS/PASEP;
  • Comprovante de escolaridade.
Obs.: Será aceita apenas uma pré-matrícula por curso.
Depois de feita a pré-matrícula, a partir do dia 01 de Outubro o titular deverá retornar ao seu local de inscrição para pegar o comprovante de matrícula definitivo e informações sobre o início da aulas.

Sobre o PRONATEC

O PRONATEC (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego) é um programa do Ministério da Educação e Cultura financiado pelo FNDE (Fundo Nacional de Educação Básica) que visa à Formação Inicial e Continuada do indivíduo com a finalidade de qualificá-lo para uma profissão e para o emprego. Os alunos que forem confirmadas a inscrição em um dos cursos propostos receberão uma bolsa mensal para custear transporte e alimentação.


domingo, 23 de setembro de 2012

Colóquio Internacional 100 anos de Jorge Amado: História, Literatura e Cultura




Colóquio Internacional 100 anos de Jorge Amado: História, Literatura e Cultura, nela você terá acesso direto às principais notícias e informações da primeira edição do evento, que ocorrerá no período de 24 a 26 de setembro de 2012, nas dependências da Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC, localizada em Ilhéus-Bahia, região de nascimento do nosso homenageado.Trata-se de uma ação proposta e organizada, conjuntamente, pelo Grupo de Pesquisa do Atlântico e da Diáspora Africana - UESC; Mestrado em Letras Linguagens e Representações - UESC; Grupo de Pesquisa Interinstitucional Estudos Culturais e Literaturas Lusófonas; Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias – Universidade de Lisboa.


VII Sober Nordeste

A Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (SOBER), sediada em Brasília, sem fins lucrativos, fundada em 19 de fevereiro de 1959, é uma entidade de caráter científico-cultural, com o propósito de promover o intercâmbio entre os estudiosos dos problemas econômicos e sociais da agricultura, através do estímulo à pesquisa e da promoção de encontros, reuniões e debates de temas centrais do desenvolvimento da agricultura do Brasil.

O congresso SOBER NORDESTE acontece a cada ano em uma instituição localizada na região nordeste do Brasil desde 2006 tendo como objetivo geral discutir temas relevantes da agricultura e do agronegócio e contribuir para o desenvolvimento do setor rural do país.

O evento consolida sua importância com a realização da sua sétima edição, na qual, serão discutidos temas como: política agrícola; geração e transferência de tecnologia; meio ambiente; pobreza rural; educação no campo; reforma agrária; novas experiências de desenvolvimento; institucionalidade na agricultura; agroenergia; negociações internacionais; biotecnologia; organização dos produtores; conjuntura da agricultura.

O encontro Regional da SOBER Nordeste de 2012 será realizado na cidade de Ilhéus, BA, na Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e está sendo organizado pelo departamento de Ciências Econômicas da instituição. O mesmo acontecerá de 3 a 5 de outubro de 2012. Terá como tema central “Políticas Públicas, Agricultura e Meio Ambiente”, tendo como público alvo: professores, pesquisadores, estudantes e profissionais técnicos, movimentos sociais e empresários vinculados às áreas das ciências sociais aplicadas e ciências humanas com temas sobre o meio rural e o agronegócio.

Os temas discutidos em torno da temática geral do evento serão: agricultura na América Latina; políticas públicas e meio ambiente; novos caminhos para a agricultura no nordeste; Porto sul: impacto econômicos, ambientais e sociais; e desenvolvimento, agricultura e meio ambiente no século XXI.

Seminário: Sustentabilidade, Desenvolvimento Regional e Recursos Naturais.

Seminário: Sustentabilidade, Desenvolvimento Regional e Recursos Naturais

Instituto Federal da Bahia (IFBA) convida profissionais, pesquisadores e professores de diferentes áreas do conhecimento, estudantes de graduação ou pós-graduação a participarem do Seminário: Sustentabilidade, Desenvolvimento Regional e Recursos Naturais.
O evento tem como objetivo proporcionar o debate sobre as relações entre sustentabilidade, desenvolvimento regional e recursos naturais, evidenciando limites e possibilidades do desenvolvimento ambientalmente responsável. Para tanto, o evento contará com a realização de palestras, mesas redondas e, sobretudo, apresentação de trabalhos nas modalidades de comunicações orais e pôsteres. Dentre as palestras previstas estão a de pesquisadores do Centro de Desenvolvimento sustentável da UNB, da Secretaria de Planejamento do Estado da Bahia, do Projeto Baía de Todos os Santos, dentre outros.
O seminário ocorrerá entre os dias 29 e 31 de outubro de 2012, no Auditório do Campus Salvador do IFBA, no bairro do Barbalho, em Salvador, Bahia. O evento é fruto da parceria de pesquisadores do IFBA, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) para o desenvolvimento de estudos sobre as relações entre sustentabilidade, desenvolvimento local e recursos naturais. Tem o apoio do Doutorado Multidisciplinar e Multiinstitucional em Difusão do Conhecimento.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Desenvolvimento sustentável: crítica ao modelo padrão

Os documentos oficiais da ONU e também o atual rascunho para a Rio+20 encamparam o modelo padrão de desenvolvimento sustentável: deve ser economicamente viável, socialmente justo e ambientalmente correto. É o famoso tripé chamado de Triple Botton Line (a linha das três pilastras), criado em 1990 pelo britânico John Elkington, fundador da ONG SustainAbility. Este modelo não resiste a uma crítica séria. Desenvolvimento economicamente viável – Na linguagem política dos governos e das empresas, desenvolvimento equivale ao Produto Interno Bruto (PIB). Ai da empresa e do país que não ostentem taxas positivas de crescimento anuais! Entram em crise ou em recessão com consequente diminuição do consumo e geração de desemprego. No mundo dos negócios, o negócio é ganhar dinheiro, com o menor investimento possível, com a máxima rentabilidade possível, com a concorrência mais forte possível e no menor tempo possível. Quando falamos aqui de desenvolvimento não é qualquer um, mas o realmente existente que é aquele industrialista/capitalista/consumista. Este é antropocêntrico, contraditório e equivocado. Explico-me. É antropocêntrico, pois está centrado somente no ser humano, como se não existisse a comunidade de vida (flora e fauna e outros organismos vivos), que também precisa da biosfera e demanda igualmente sustentabilidade. É contraditório, pois desenvolvimento e sustentabilidade obedecem a lógicas que se contrapõem. O desenvolvimento realmente existente é linear, crescente, explora a natureza e privilegia a acumulação privada. É a economia política de viés capitalista. A categoria sustentabilidade, ao contrário, provém das ciências da vida e da ecologia, cuja lógica é circular e includente. Representa a tendência dos ecossisstemas ao equilíbrio dinâmico, à interdependência e à cooperação de todos com todos. Como se depreende, são lógicas que se autonegam: uma privilegia o indivíduo, a outra o coletivo, uma enfatiza a competição, a outra a cooperação, uma a evolução do mais apto, a outra a coevolução de todos interconectados. É equivocado, porque alega que a pobreza é causa da degradação ecológica. Portanto, quanto menos pobreza, mais desenvolvimento sustentável haveria e menos degradação, o que é equivocado. Analisando, porém, criticamente, as causas reais da pobreza e da degradação da natureza, vê-se que resultam, não exclusiva, mas principalmente, do tipo de desenvolvimento praticado. É ele que produz degradação, pois dilapida a natureza, paga baixos salários e gera assim pobreza. A expressão desenvolvimento sustentável representa uma armadilha do sistema imperante: assume os termos da ecologia (sustentabilidade) para esvaziá-los. Assume o ideal da economia (crescimento), mascarando a pobreza que ele mesmo produz. Socialmente justo – Se há uma coisa que o atual desenvolvimento industrial/capitalista não pode dizer de si mesmo é que seja socialmente justo. Se assim fosse não haveria 1,4 bilhão de famintos no mundo e a maioria das nações na pobreza. Fiquemos apenas com o caso do Brasil. O Atlas Social do Brasil de 2010 (Ipea) refere que cinco mil famílias controlam 46% do PIB. O governo repassa anualmente R$ 125 bilhões para o sistema financeiro para pagar com juros os empréstimos feitos e aplica apenas R$ 40 bilhões para os programas sociais que beneficiam as grandes maiorias pobres. Tudo isto denuncia a falsidade da retórica de um desenvolvimento socialmente justo, impossível dentro do atual paradigma econômico. Ambientalmente correto – O atual tipo de desenvolvimento se faz movendo uma guerra irrefreável contra Gaia, arrancando dela tudo o que lhe for útil e objeto de lucro, especialmente para aquelas minorias que controlam o processo. Em menos de quarenta anos, segundo o Índice Planeta Vivo da ONU (2010), a biodiversidade global sofreu uma queda de 30%. Apenas de 1998 para cá, houve um salto de 35% nas emissões de gases de efeito estufa. Ao invés de falarmos nos limites do crescimento, melhor faríamos se falássemos nos limites da agressão à Terra. Em conclusão, o modelo padrão de desenvolvimento que se quer sustentável, é retórico. Aqui e acolá se verificam avanços na produção de baixo carbono, na utilização de energias alternativas, no reflorestamento de regiões degradadas e na criação de melhores sumidouros de dejetos. Mas reparemos bem: tudo é realizado desde que não se afetem os lucros, nem se enfraqueça a competição. Aqui a utilização da expressão “desenvolvimento sustentável” possui uma significação política importante: representa uma maneira hábil de desviar a atenção para a mudança necessária de paradigma econômico se quisermos uma real sustentabilidade. Dentro do atual, a sustentabilidade é, ou localizada, ou inexistente. * Leonardo Boff é autor do livro Sustentabilidade: o que é e o que não é, a ser lançado em fins de janeiro de 2012 pela Editora Vozes.

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